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sábado, 3 de outubro de 2015

Maternidade - sobre o Bebê e o Tempo II

Dia desses, li uma reportagem antiga, de 2013, da revista Crescer, sobre uma pesquisa feita por uma marca internacional de produtos para bebês, que constatou que as mulheres levam 4 meses e 23 dias para se acostumarem com a nova rotina de ser mãe. "A chegada do bebê sacudirá a rotina da família, mas, após esse período, a nova mãe vai lidar com a situação mais tranquilamente". E não é que estou quase alcançando essa marca e já me sinto bem mais segura e de coração e mente mais tranquilos!?


Sou uma pessoa assumidamente ansiosa e adoro planejamentos. Quando soube que estava grávida, imprimi um calendário, enumerei as semanas de gestação e destaquei as datas importantes até o final do período da minha licença maternidade. Deixei-o sobre a minha mesa de trabalho e marcava cada dia que passava (-1 de espera) ... Por vezes me peguei olhando para aquela folha de papel e imaginando como seriam os meus dias / meses após o nascimento do Felipe, definindo inclusive algumas metas pessoais.


Já nos primeiros dias após o nascimento do Felipe a realidade bateu à porta e percebi a duras penas que precisava flexibilizar. Eu, sempre tão acostumada com horários, roteiros e previsibilidade tive que aprender a relaxar, esquecer do relógio, além de conviver com pequenas frustrações por não conseguir "cumprir" objetivos simples do dia a dia.


Sempre me imaginei dando conta do bebê, da casa, esperando o Fe com uma comidinha especial na mesa, toda arrumada e cheirosa, hehehehehe. A mãe e dona de casa perfeita ;). Mas, aos poucos fui entendendo que o essencial era dar conta de atender às necessidades do bebê, no tempo dele, afinal eu estava ali por ele... No momento  em que deixei de controlar as mamadas no relógio e me permiti ficar de pijama até mais tarde, quando assim o Felipe me requisitava, meu coração começou a acalmar e eu pude curtir ainda mais a maternidade. O Fe foi essencial neste processo, me apoiando/dividindo as tarefas diárias, além de ouvir e entender minhas angústias.



Com o passar dos meses as dificuldades vão se transformando e a saudade já é uma realidade. "Isso passa" e "ainda vou sentir falta" poderiam ser usadas como mantra neste processo onde a mãe aprende a encontrar seu tempo no tempo de seu bebê.

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