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domingo, 12 de julho de 2026

Domingo na Vinícola Santa Rita

Depois de vários dias andando bastante — Santiago, neve, estrada e litoral —, o domingo teve um ritmo diferente. Pegamos o carro e fomos conhecer a Vinícola Santa Rita, nos arredores de Santiago.

Escolhemos a Santa Rita não apenas pelo vinho. O lugar reúne vinícola, construções históricas, jardins e o Museo Andino, então parecia um passeio que poderia funcionar bem mesmo estando com as crianças.

E funcionou.

Logo na chegada, já deu para perceber que o passeio seria bem diferente dos dias anteriores. Saímos completamente do cenário urbano de Santiago e encontramos uma propriedade enorme, muito verde e muito bem cuidada.

A Santa Rita é uma das vinícolas mais tradicionais do Chile e também carrega uma parte importante da história do país. É de lá que vem o famoso vinho 120, cujo nome faz referência aos 120 patriotas que, segundo a tradição, teriam encontrado refúgio na propriedade durante a luta pela independência chilena.

Fizemos o passeio pela vinícola, conhecendo um pouco do processo de produção e, claro, participando da degustação.

Com crianças, visitar uma vinícola poderia facilmente ter se transformado naquele tipo de programa em que os adultos se divertem e elas passam o tempo perguntando quando vão embora. Mas a Santa Rita tem uma vantagem enorme nesse sentido: há muito mais para conhecer além do vinho.

Para as crianças, inclusive, havia suco de uva para degustação, o que fez toda a diferença e deixou o momento delas também especial dentro da experiência.

Depois fomos ao Museo Andino, que fica dentro da propriedade e tem um acervo impressionante de peças arqueológicas e etnográficas dos povos que habitaram o território chileno.

Foi uma surpresa encontrar um museu daquele tamanho dentro de uma vinícola.

E a experiência ainda ficou melhor na saída: havia uma brinquedoteca maravilhosa, com peças imantadas e diferentes materiais para montar e brincar. As crianças ficaram um bom tempo ali se divertindo enquanto nós aproveitávamos para descansar um pouco e observar o movimento com calma.

O domingo acabou sendo exatamente isso: um dia mais calmo no meio da viagem.

Sem as curvas e a expectativa da Cordilheira, sem o movimento do centro de Santiago e sem a correria do bate-volta ao litoral.

Só um passeio bonito, um pouco da história do Chile, vinho para os adultos, suco de uva e brinquedoteca para as crianças, e espaço suficiente para que todos aproveitassem no seu próprio ritmo.

E, depois de quase uma semana no Chile, já começávamos a perceber uma coisa: a viagem estava ficando muito mais variada do que imaginávamos. Em poucos dias tínhamos passado pela Santiago moderna e histórica, visto neve caindo na Cordilheira, conhecido o Pacífico e agora estávamos em uma das vinícolas mais tradicionais do país.

Nada mal para a nossa primeira semana chilena.

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