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sábado, 11 de julho de 2026

Um sábado no litoral: Viña del Mar e Valparaíso

 Depois do dia intenso na neve, o sábado seria completamente diferente. Pegamos o carro e saímos de Santiago em direção ao litoral para conhecer Viña del Mar e Valparaíso.

Chegamos a Viña del Mar perto do meio-dia e começamos a conhecer a cidade a pé. O dia estava muito agradável, com tempo aberto e uma temperatura surpreendentemente boa para o inverno.

Minha primeira impressão de Viña foi positiva: achei a cidade bonita, organizada e agradável para caminhar, embora confesse que esperasse um pouco mais. Era bonita, sim, mas naquele primeiro contato não chegou a me impressionar tanto quanto eu imaginava antes da viagem.

Andamos bastante pela cidade e depois fomos almoçar no Flor de Chile.

E finalmente aconteceu: acertei na comida chilena! 

Escolhi frutos do mar e gostei bastante. Depois das experiências gastronômicas um tanto questionáveis dos primeiros dias, foi bom finalmente sair de uma refeição realmente satisfeita.

Depois seguimos passeando e fomos até a região da praia.

Foi ali que aconteceu uma das cenas mais absurdas — e que certamente ficará entre as histórias da viagem.

Felipe e Olivia estavam dividindo um sorvete quando alguns cachorros avançaram no sorvete.

Os dois se assustaram e saíram correndo. Olivia começou a chorar e, no meio daquela confusão, aconteceu algo ainda mais inacreditável: um homem pegou o sorvete depois que os cachorros já tinham lambido e ofereceu novamente para as crianças.

Não, obrigada. 

Passado o susto — e perdido definitivamente o sorvete — seguimos viagem para Valparaíso.

As duas cidades são muito próximas, mas a mudança de cenário é enorme.

Estacionamos perto da região do porto e já tivemos uma recepção um tanto peculiar. Apareceram os famosos flanelinhas, que cobraram 4.000 pesos adiantados pelo estacionamento e ainda nos recomendaram que tirássemos qualquer coisa de ouro que estivéssemos usando.

Uma excelente maneira de fazer quatro turistas se sentirem tranquilos. 

Seguimos em direção a um dos elevadores de Valparaíso, querendo subir para conhecer a parte alta da cidade. Só que descobrimos que não aceitavam cartão.

Como não tínhamos como pagar, resolvemos subir a pé.

Olivia ficou indignadíssima com essa decisão.

E, para ser justa com ela, a subida realmente não ajudou muito na nossa primeira impressão de Valparaíso. 

Encontramos muitas pichações, sujeira e bastante cocô de cachorro pelas ruas. Era uma cidade muito diferente daquela Valparaíso colorida e charmosa que eu havia imaginado vendo fotografias antes da viagem. 

O ponto alto foi encontrarmos um gatinho ...

Chegando à parte alta, porém, encontramos uma vista muito bonita. Ali dava para entender um pouco melhor o fascínio da cidade: os morros ocupados por construções coloridas, o porto lá embaixo e o Pacífico formando o cenário.

Ainda assim, não nos empolgamos a ponto de explorar muito mais.

Talvez Valparaíso seja justamente uma dessas cidades que precisam ser conhecidas com mais informação — sabendo quais cerros visitar, onde estão os murais mais interessantes e quais ruas realmente valem a caminhada. Naquele dia, nossa passagem acabou sendo mais rápida.

Voltamos para o carro e começamos o caminho de volta para Santiago.

Foi um dia curioso porque conhecemos duas cidades vizinhas e tivemos impressões completamente diferentes delas. Viña del Mar nos pareceu bonita, organizada e agradável; Valparaíso, muito mais caótica e difícil de compreender em uma visita rápida.

E ainda voltamos com uma história que provavelmente será contada por muitos anos:

o dia em que Felipe e Olivia perderam o sorvete para os cachorros em Viña del Mar. 

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