No terceiro dia resolvemos começar um pouco mais tarde. O plano acabou mudando durante o caminho de metrô e decidimos aproveitar o dia para conhecer a região mais central e histórica de Santiago.
Começamos pela La Moneda, o palácio presidencial chileno, e seguimos caminhando pelo centro. Passamos pela Plaza de Armas e pela região da Bandera, conhecendo uma Santiago bem diferente da Providencia moderna onde estávamos hospedados.
A ideia era justamente fazer um dia mais urbano, andando pelas ruas e conhecendo alguns dos lugares mais tradicionais da cidade.
Depois seguimos para Lastarria, um dos bairros que eu mais queria conhecer. Gostei muito do ambiente: ruas agradáveis, prédios antigos, restaurantes e aquele clima de bairro feito para caminhar sem muita pressa.
Paramos por ali para almoçar. O lugar era agradável e as crianças gostaram da comida, mas eu novamente não tive muita sorte: gostei bem mais do ambiente do que do que comi. A essa altura começava a ficar claro que minha relação com a gastronomia chilena não seria exatamente um dos grandes romances dessa viagem.
Depois do almoço seguimos para o Cerro Santa Lucía.
Subimos pelas escadarias e fomos conhecendo seus jardins, fontes, terraços e mirantes. É curioso encontrar um lugar assim praticamente no meio da cidade: você vai subindo e, aos poucos, Santiago aparece entre as construções, com a Cordilheira completando o cenário.
Depois de descer do cerro fizemos uma parada que acabou sendo uma das grandes surpresas do dia: fomos tomar café no Wonderland Café.
E foi incrível. O lugar inteiro é inspirado no universo de Alice no País das Maravilhas, daqueles cafés em que não é só o que está na mesa que importa — o próprio ambiente faz parte da experiência. Depois de algumas tentativas gastronômicas pouco memoráveis nos primeiros dias, finalmente tivemos uma parada que valeu não apenas pelo café, mas pelo conjunto todo.
De lá ainda seguimos novamente para o Costanera Center. Entramos em várias lojas e foi ali que conheci a Casaideas, uma daquelas lojas em que eu poderia facilmente perder muito mais tempo do que deveria.
Terminamos passando pelo Jumbo para comprar o jantar. Depois de alguns dias experimentando restaurantes sem grandes paixões, naquela noite resolvemos simplificar: queijos e vinho para nós e lasanha para as crianças.
E precisávamos voltar para o apartamento em um horário razoável porque ainda havia uma tarefa importante pela frente: alugar as roupas de neve para o dia seguinte.
A expectativa já estava toda voltada para o dia 10. Depois de três dias conhecendo Santiago, finalmente chegaria o momento mais esperado da viagem: nosso primeiro dia na neve.
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